27 de julho de 2007


Dá tempo ao tempo de Nela Vicente


Que ninguém me diga nada.

Que ninguém venha abrir a minha mágoa,

esta dor sem nome

que eu desconheço donde vem

e o que diz.

É mágoa!

Talvez seja um começo de amor.

Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao mundo.

Pode ser tudo isso, ou nada disso.

Mas não afirmo.

As palavras viriam revelar-me tudo,

E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.

Fernando Namora

1 comentários:

Poliedro disse...

Penso que o poder e a capacidade de nos orgulharmos da vida e do sentirmo-nos vivos justificam-se pelo bem-estar e pela harmonia de Sermos e Estarmos.
O sonho é, para mim, uma constante de sensações em instantes perfeitos.
Sou feliz e quero rodear-me de uma felicidade respeitadora, como tento conduzir a vida.
Adorei o que escreveu.
Apesar de existir uma dor, ela viverá feliz no sonho de Ser, tenho a certeza.
Tudo de bom porque merece.
Beijos de estima e de consideração.
pena

Por aqui passearam

O QUE SE OUVE